Desde o primeiro dia do mandato, defendemos a inclusão social, o respeito e a valorização da diversidade socioambiental do Brasil. Somos muitas etnias e culturas em ambientes diferentes. 
As populações tradicionais, como índios, quilombolas, quebradeiras de coco, ribeirinhos, caiçaras, entre outras, podem nos ensinar muito sobre o respeito à natureza. Isso vale muito na construção de um país mais justo e sustentável.
Em 2015, estive ao lado de lideranças indígenas em mais uma grande mobilização em Brasília, em um combate firme à PEC 215/2000. Esta proposta retira direitos de índios e quilombolas, e ameaça as áreas protegidas que guardam nas florestas riquezas naturais pouco conhecidas. 
Contribuímos também, em diversas oportunidades, intermediando a relação entre lideranças indígenas e representantes de ministérios e do Supremo Tribunal Federal.

Participo da Comissão Especial sobre Mineração em Terras Indígenas, com o objetivo de barrar os interesses que querem minerar estas terras, o que constitui brutal ameaça aos ecossistemas, aos povos e às futuras gerações. 
Há décadas acompanho a luta pela demarcação dos territórios indígenas. Depois de mais de trinta anos, os Guarani conquistaram a demarcação das áreas do Jaraguá e de Parelheiros (em São Paulo). Mas o governo Alckmin se associou ao ilegítimo governo Temer para anular a demarcação. Por isso, ingressei com um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos dessa absurda decisão. 
Apresentei projeto de lei (PL 8631/2017) para garantir uma distância mínima entre novas indústrias poluentes e Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Territórios Quilombolas.
A luta das comunidades quilombolas pelo reconhecimento e titulação de suas terras é também minha luta. Em diversas ocasiões, recebi lideranças em Brasília; acompanhei pessoalmente suas demandas junto a órgãos públicos; visitei e participei de eventos em comunidades em vários municípios do Vale do Ribeira e promovi debates em Brasília. 
Também estive em Paraty, como membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, para fortalecer a luta da comunidade caiçara de Trindade, quando uma liderança foi assassinada por estar defendendo seu território tradicional contra a especulação imobiliária. A CDHM cobra investigação e punição dos responsáveis. 

Participei ativamente da Comissão Parlamentar de Inquérito que foi criada, supostamente, para apurar fraudes e mal-uso do dinheiro público no INCRA (órgão responsável pela política nacional de reforma agrária) e na FUNAI (órgão responsável pela política indigenista). Mas o verdadeiro objetivo da bancada ruralista (que representa grandes donos de terra) e que pressionou pela criação da CPI, era enfraquecer a implementação dos direitos indígenas e dos quilombolas. 
A CPI serviu como instrumento dos ruralistas para tentar desqualificar estes órgãos públicos, criminalizar lideranças e especialistas que atuam nestas pautas. Depois de quase dois anos, a CPI terminou sem relatório consistente, apenas questionamentos e suspeitas infundados. Foi um posto avançado de proprietários irresponsáveis e grandes empresas internacionais que querem explorar as terras na Amazônia e em todo o Brasil sem pensar em consequências sociais e ambientais.
Coube às bancadas do PT e PSOL, e aos movimentos e organizações sociais, uma dura resistência para evitar terríveis retrocessos.

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